Cidades

PROTEÇÃO

Após três anos, Casa da Mulher na Capital é subutilizada

Uma das deficiências é a falta de unidade da perícia no local

Redação

02/02/2018 - 06h00

A Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, com estrutura que custou R$ 18,2 milhões, completou três anos de funcionamento, mas ainda sem utilizar toda a capacidade física e operacional. 

O lugar que deveria ser modelo no atendimento à mulher vítima de violência ainda necessita de alguns serviços e ampliação do efetivo para atender a população. 

Para a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) e defensora pública, Edmeiry Festi, falta o serviço do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) no prédio.

“As vítimas ainda precisam atravessar a cidade para fazer o corpo de delito”. Quando a mulher não tem como ir até a sede do instituto, localizado a mais de 9 quilômetros da Casa da Mulher Brasileira, é disponibilizado um motorista e um carro para o transporte. 

Outro ponto mencionado foi a dificuldade no quadro de funcionários. “Nosso esquema de revezamento é feito com dificuldade. A defensoria precisaria de mais servidores para estarem disponíveis para a população. Esperamos que haja remanejamento para o local com o concurso que foi aberto”, acrescentou a defensora.

A delegada titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), Ariane Murad, explica que, por mês, são aproximadamente 650 boletins de ocorrência registrados. 

Os inquéritos policiais estão demorando cerca de dois meses para serem concluídos. Mas, quando o assunto é violência doméstica, a rapidez para solucioná-los é importante.

“O atendimento é satisfatório, mas buscamos mais. Precisaríamos de mais policiais civis para um atendimento mais sério e mais rápido”. Atualmente, apenas 55 policiais civis atendem à demanda da Casa da Mulher Brasileira. Em três anos, foram 34.631 mulheres atendidas e 179.587 encaminhamentos. 

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