Com a nomeação do novo superintendente da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, alguns cargos importantes da corporação tiveram mudanças na última semana. A “dança das cadeiras” foi publicada em Diário Oficial da União hoje (7).
No dia 31 de janeiro, Luciano Flores de Lima foi nomeado para o lugar de Ricardo Cubas no cargo de superintendente. Flores era delegado da Polícia Federal no estado do Espírito Santo e também ocupava o cargo de substituto eventual do Delegado Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado.
Além da superintendência, a Polícia Federal do Estado também teve mudanças no cargo de delegado regional de Investigações e Combate ao Crime Organizado. No lugar de Cleo Mazzotti, que também tem atuado como superintendente interino, assume o cargo agora o delegado Luciano Menin.
HISTÓRICO
O delegado Luciano Flores integrou equipe da Lava-Jato e conduziu mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele saiu da equipe da Lava Jato para atuar nas Olimpíadas do Rio, em 2016, depois atuou na superintendência do Espírito Santo.
Entre as ações que Flores terá pela frente em Mato Grosso do Sul é dar direcionamento para a Operação Lama Asfáltica, que investiga a atuação de políticos e empresários, entre eles o ex-governador André Puccinelli, atual pré-candidato ao Executivo estadual.
O nome do delegado ficou em evidência ao deflagrar a Operação Aletheia, a 24ª fase da Lava-Jato. Nessa ação, além do mandado de busca e apreensão na casa de Lula, Luciano Flores também colheu depoimento do ex-presidente.
Ele é de Santa Maria (SC) e graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Enquanto atuava na Lava-Jato, também conduziu as prisões do doleiro Alberto Youssef e José Dirceu.