A população de Mato Grosso do Sul deve ser envolvida numa campanha por um carnaval sem assédios. A iniciativa do Tribunal de Justiça, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, chama a atenção para a importância de curtir as festas sem assédio. Posts com as hashtags #zeroassedio e #respeito estão nas redes sociais do TJMS para passar a mensagem: “Neste Carnaval pode pular, pode brincar, mas sem assediar, ok?”.
A sugestão da coordenadora da Mulher de MS e juíza da 3ª Vara de Violência Doméstica da Capital, Jacqueline Machado, é de que as mulheres não aceitem atos de assédio. Qualquer situação que configure o abuso deve ser levada à Casa da Mulher Brasileira, na Capital, às delegacias no interior, ou ainda ser comunicada pelos telefones 180 ou 190.
Os números mostram a gravidade do cenário de violência de gênero durante os dias de carnaval: em 2017 casos de assédio sexual subiram 90% em todo o Brasil, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal.
A juíza reforça quais práticas podem configurar o assédio sexual, principalmente durante o carnaval: comportamento ofensivo, impertinente, que perturba e configure vários crimes, inclusive o estupro, a depender da forma como é feito.