Cidades

LUTO

"O coração dele descansou", diz neta de Wilson Barbosa Martins

Ex-governador do Estado morreu por volta das 6h na casa onde morava

Redação

13/02/2018 - 10h18

“Ele estava muito velhinho. A gente entende que o coração dele descansou”. A declaração é de Fabiana Martins Jallad, de 48 anos, ao se referir a morte do avô, o ex-governador do Estado, Wilson Barbosa Martins que aconteceu na manhã desta terça-feira (13), em Campo Grande.

O ex-governador morreu às 6h05 na casa onde morava há mais de 50 anos, localizada na Rua 15 de Novembro.

Ele recebia cuidados médicos em tempo integral. Quando morreu, ele estava acompanhado de uma enfermeira.

Consternada, Fabiana comentou que a morte do avô não deixou de ser uma surpresa porque ele não estava demonstrando piora no quadro clínico.

Segundo ela, o ex-governador estava acamado desde 2013, quando teve um acidente vascular cerebral (AVC). Ele também apresentava problemas cardíacos e no pulmão.

Sobrinho de Wilson Barbosa, Celso Martins, de 59 anos, disse que os médicos apontam o infarto como a causa da morte. “É sempre dolorido, ainda mais uma pessoa da estirpe, do gabarito do doutor Wilson”, declarou.

O velório está previsto para hoje à tarde, no Palácio Popular da Cultura, localizado no Parque dos Poderes. O sepultamento deve ocorrer às 10h, da quarta-feira (14), no Cemitério Parque das Primaveras.

BIOGRAFIA 

Wilson Barbosa Martins nasceu no dia 21 de junho de 1917 na Fazenda São Pedro, região da Vacaria, que pertenceu a Campo Grande, e hoje faz parte do município de Rio Brilhante.

Formou-se em Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, e teve como colegas Ulysses Guimarães, José Fragelli, entre outras figuras ilustres.

Em 1946, exerceu o cargo de secretário-geral da Prefeitura de Campo Grande, na administração do prefeito Fernando Correa da Costa (que também foi governador de Mato Grosso).

Em 1958, foi eleito prefeito da cidade, substituindo Marcílio de Oliveira Lima. No período da sua administração, concurso promovido pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) e revista “O Cruzeiro”, elegeu Campo Grande como um dos cinco municípios de maior progresso no Brasil.

Filiado à UDN, foi eleito deputado federal pelo estado do Mato Grosso em 1963. Quando do advento do bipartidarismo no País, aderiu ao MDB, que ajudou a fundar. Reeleito em 1966, foi cassado pelo Ato Institucional número 5 em 7 de fevereiro de 1969, tendo seus direitos políticos suspensos por 10 anos.

Em 1982 retornou à cena política elegendo-se governador do Estado, o primeiro eleito pelo voto direto para governar Mato Grosso do Sul. 

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