O apelo de representantes do comércio por mudanças no projeto para revitalização do centro de Campo Grande não funcionou. Com licitação para obras na Rua 14 de Julho aberta na sexta-feira (16), o “Reviva Centro” manteve a eliminação de 130 vagas de estacionamento na principal via da região.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-CG) e a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) participaram das discussões para elaboração do projeto, mas lamentam que algumas solicitações não foram atendidas.
A principal reclamação é a supressão do estacionamento, que será removido da Rua 14 de Julho entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Marechal Cândido Mariano Rondon - três quadras.
O presidente da CDL-CG, Adelaido Vila, teme queda ainda maior no movimento com as mudanças no centro. Segundo ele, o gasto médio dos consumidores é de aproximadamente R$ 30, mas já foi de R$ 75.
“Culturalmente, o campo-grandense tem a necessidade de parar o carro na frente da loja. Isso é muito forte para nós e, com menos vagas, o movimento no comércio pode diminuir ainda mais. Participamos de todas as discussões e conversas, mas não fomos atendidos”.
A posição da ACICG é parecida, conforme conta o conselheiro sênior da entidade, André Moretto. “O que a gente tinha para dizer, foi dito. A prefeitura alega que não tinha outro jeito. A gente sabe que o campo-grandense é dividido por cabeça, tronco e rodas. Quer estacionar em frente à loja. Mas não resolveram esse problema [de retirar o estacionamento]”.
*Leia reportagem, de Jones Mário, na edição de sábado/domingo do jornal Correio do Estado.