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Sandra Faraj deixa Solidariedade; partido diz não ter interesse em manter distrital

Sandra Faraj deixa Solidariedade; partido diz não ter interesse em manter distrital

Redação

22/02/2018 - 14h15

Único nome do Solidariedade na Câmara Legislativa do Distrito Federal, a deputada Sandra Faraj anunciou, nesta quarta-feira (21), que deixará o partido político. O comunicado foi feito um dia após o presidente nacional do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, ter assinado uma carta informando que não há interesse pela permanência da distrital no quadro de filiados e de parlamentares da sigla.

“Tendo em vista o posicionamento deliberado, agradecemos sua disponibilidade com o partido até o momento e informamos que não há interesse na sua permanência em nosso quadro de filiados e de parlamentares, deixando-a à vontade para decidir seu destino político em outra legenda”, diz Silva em um dos trechos do documento.

Sandra Faraj, que passou quatro anos no Solidariedade, afirmou em nota que a desfiliação ocorreu por “incompatibilidade com algumas bandeiras partidárias do Solidariedade e pelo fato de a Presidência Regional do Partido nunca ter se interessado por sua luta em defesa das famílias do DF”.

Ao G1, a assessoria de imprensa da parlamentar disse que ainda não há uma definição sobre a ida da distrital para outra legenda.

Distrital investigada

Sandra Faraj é acusada de embolsar verba indenizatória enquanto "dava um calote" em um empresário da capital. Segundo o Ministério Público, ela firmou um contrato com a NetPub, em 2015, por R$ 174 mil para fornecer serviços de publicidade e informática. Passados dois anos, a empresa diz que recebeu apenas R$ 31,8 mil desse valor, e que os recibos apresentados pelo gabinete da deputada para pedir ressarcimento em verbas indenizatórias são falsos.

"Os serviços foram prestados e as notas fiscais emitidas, mas a empresa não recebeu o valor acertado", informou o Ministério Público. Mesmo assim, a distrital foi "reembolsada" pela verba indenizatória da Câmara Legislativa.

A ação de improbidade foi levada à Justiça em outubro de 2017, e pedia o pagamento de multa de R$ 426 mil, de indenização por danos morais de R$ 142 mil e o bloqueio de bens da distrital do mesmo valor, R$ 142 mil. Em janeiro deste ano, a Justiça mandou desbloquear parte das contas bancárias da deputada.

O MP argumenta que Sandra Faraj “se valeu do cargo que ocupava para auferir vantagem patrimonial indevida". De acordo com a ação, a "falta de honestidade e a deslealdade para com as relevantes funções que lhe foram atribuídas" justificam a suspensão dos direitos políticos por oito anos e a proibição de contratação com o poder público por cinco anos.

Outros casos similares ao da NetPub são investigados pelo MP, que deflagrou em abril de 2017 a primeira fase da operação Heméra. Na época, o irmão da distrital e pastor Fadi Faraj e servidores comissionados de Sandra também foram alvos da ação.

Desde junho, Sandra também responde na Justiça a uma denúncia pelo crime de estelionato, relacionado ao mesmo caso. Um processo de cassação do mandato por quebra de decoro chegou a tramitar na Comissão de Ética da Câmara Legislativa, mas foi arquivado em agosto.

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