Com 1,5 mil quilômetros de vias não pavimentadas em Campo Grande, a prefeitura abriu licitação para manutenção dessas ruas em seis das sete regiões da cidade – com exceção da área central. Porém, a concorrência pública contempla apenas 226 quilômetros, ou seja, 15% do total de vias que precisam de asfalto.
Além disso, o preço da obra, previsto em R$ 30,9 milhões, é acima do praticado. A previsão é de que cada quilômetro custe em média R$ 132 mil, enquanto, há aproximadamente dois anos, a prefeitura gastava em média R$ 80 mil por quilômetro de estrada rural implantada.
“Mesmo que se leve em consideração o aumento dos preços e da inflação, deveria ser de no máximo R$ 100 mil por quilômetro”, afirma o engenheiro civil e ex-secretário municipal de obras da Capital Semy Ferraz.
Ele enfatiza ainda que a maior parte dos bairros da periferia tem quase todas as ruas sem asfalto, como no Nova Campo Grande, Jardim Carioca, Santa Luzia, Nova Lima (que está com a obra de asfaltamento parada), Anache, Columbia e até mesmo parte do Aero Rancho. “Muitos têm só as ruas que são linhas de ônibus asfaltadas”, explica.
A licitação publicada ontem, do tipo “menor preço”, foi dividida em seis lotes, contemplando as regiões Anhanduizinho, Bandeira, Imbirussú, Lagoa, Prosa e Segredo.
Porém, de total de 1,151 mil quilômetros apontados no certame como sendo de ruas sem asfalto, apenas pequena parte de cada região terá o serviço de manutenção, que prevê cascalhamento e tapa-buraco.