Diversas universidades públicas brasileiras irão adotar a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da Democracia no Brasil”, idealizada pelo professor Luis Felipe Miguel, da UnB, como matéria acadêmica. A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) passam a integrar as instituições que oferecerão a disciplina.
Na USP, o curso será ministrado pelo Departamento de História, segundo o site Painel Acadêmico. Já na estadual da Paraíba, a disciplina será ministrada pelo Departamento de Filosofia e terá a coordenação do professor Valmir Pereira. Serão oferecidas 40 vagas para estudantes e professores da UEPB que pretendem aprofundar a temática. Das 75 horas/aula previstas, 65 horas serão reservadas para a parte teórica (presencial), enquanto 10 horas serão destinadas à parte prática, que consiste na produção textual.
“Pretendemos entender os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática, de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, bem como analisar o governo presidido por Michel Temer”, justificou o coordenador.
A proposta, conforme Valmir, “é investigar o que a agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil e estudar os desdobramentos da crise em curso e as possibilidades de reforço da resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil”.
Entre as faculdades que optaram por oferecerem o curso estão a Unicamp e as universidades federais da Bahia (UFBA), Amazonas (UFAM) e Ceará (UFC). A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) também vai incluir a disciplina, de forma optativa.