Por conta da Operação Padrão dos auditores da Receira Federal, cerca de 150 caminhões estão parados, em fila, aguardando para seguir viagem na fronteira de Ponta Porã. O destino das cargas é o recém-inaugurado porto de Concepción, que visa transportar pelo Rio Paraguai a soja brasileira do Mato Grosso do Sul.
Para tentar resolver o entrave, uma reunião foi realizada ontem, em Ponta Porã, entre o prefeito do município, Hélio Peluffo, e o vice, Caio Augusto, além representantes do Paraguai, dos auditores fiscais, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, e outras autoridades e empresários.
Segundo Cláudio Cavol, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul (Setlog/MS), que também particiopou do encontro, não há previsão de término na greve dos auditores fiscais, iniciada em novembro do ano passado.
A categoria pede que o governo federal regulamente bônus por eficiência, um acréscimo nos salários quando metas de desempenho são alcançadas. Mesmo sem conseguir um desfecho para o impasse, Cavol diz que a reunião foi produtiva.
“Nós cobramos agilidade sobre a liberação dos caminhões e o ministro Marun vai levar o assunto para Brasília. Mas a grave não é o principal problema, e sim a falta de estrutura da aduana”, afirmou.
“Esse prédio da alfândega de Ponta Porã é muito antigo, construído há mais de 40 anos, e não comporta o número de caminhões que estão passando”.
Tráfego
Em média, segundo o presidente da Setlog/MS, eram 60 a 100 caminhões, diariamente, atravessando a fronteira. Com a inauguração do porto de Concepción, no mês passado, esse número subiu para até 180 caminhões por dia. “A aduana precisa urgentemente sair de dentro da cidade e ir para a periferia, com uma estrutura totalmente integrada com o Paraguai, para que o caminhão não precisa parar duas vezes”, reitera.
O país vizinho estaria disposto a investir no projeto e o objetivo é que a iniciativa privada também participe com investimentos na construção do novo posto fiscal.