Três investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, José Adão Correa, Oclécio José de Farias e Ronieri Isael Adomaitis de Araujo, foram exonerados, na última sexta-feira (2), após serem acusados de formação de quadrilha. Os decretos com a pena de demissão foram publicados no Diário Oficial do Estado de hoje.
Conforme a publicação, os ex-servidores infringiram vários artigos da Lei Orgânica da Polícia Civil, especialmente no que diz respeito aos deveres dos investigadores como “desempenhar a função com honestidade, zelo, presteza além de obedecer os preceitos éticos e atos normativos da Polícia Civil”.
Ainda conforme a publicação, "eles agiram com deslealdade, criando animosidade entre superiores e colegas, desrespeitaram o cumprimento de decisões judiciais, mentiram sobre pertencer a outra unidade policial para obterem vantagens ou se eximir da responsabilidade e ainda usaram o cargo para obterem vantagens".
Em 2012, eles foram alvo de uma investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que contou com apoio da Corregedoria da Polícia Civil e da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco).
Na ocasião, ficou constatado que eles cometeram os crimes de peculato, corrupção passiva, inserção de dados falsos em banco de dados da administração pública e formação de quadrilha. Eles eram lotados na Delegacia de Coronel Sapucaia.