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estabilização

Militares devem deixar Vila Kennedy, no Rio, em três semanas

Militares devem deixar Vila Kennedy,<br> no Rio, em três semanas

Redação

20/03/2018 - 15h19

Os militares que fazem patrulhamento diário na Vila Kennedy, na zona oeste do Rio, há dez dias, deverão deixar a comunidade no prazo de duas a três semanas. A informação foi divulgada hoje (20) pelo porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Carlos Cinelli.

Mesmo antes da realização dos patrulhamentos diários, os militares vinham fazendo, desde 23 de fevereiro, ações rotineiras de remoção de barricadas e de cerco à comunidade. “Vamos retirar os efetivos da Vila Kennedy para que a Polícia Militar possa efetivamente assumir o patrulhamento da comunidade”, disse o coronel.

Segundo Cinelli, a ocupação da Vila Kennedy está servindo para que o Gabinete da Intervenção Federal colha lições e para que o processo seja aprimorado ao longo da intervenção.

Segundo ele, a ocupação da Vila Kennedy prevê três etapas. A primeira foi chamada de “estabilização inicial”. “Nós tivemos que remover obstáculos das vias, mandados de prisão foram cumpridos e a checagem de mandados de prisão em desfavor de alguns cidadãos também foi executada pela Polícia Civil. Foi um conjunto de atividades iniciais”, destacou.

A segunda etapa, disse Cinelli, envolveu patrulhamentos dinâmicos com efetivos menores de militares e em conjunto com a Polícia Militar. A última fase está ocorrendo com a saída dos militares e a entrega do patrulhamento aos PMs.

“O comandante-geral da Polícia Militar já esteve reunido com o [interventor] general Braga Netto e o general conversou para que o modelo aplicado ali [na Vila Kennedy] não retroceda no sentido de que a população volte a ser achacada e tiranizada com a intensidade que estava sendo”, afirmou.

Segundo Cinelli, o Gabinete da Intervenção trabalha atualmente no planejamento das próximas operações envolvendo as Forças Armadas.

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