O líder do governo, deputado Rinaldo Modesto (PSDB), pediu hoje para que fosse colocado em regime de urgência projeto de lei que prevê reajuste para os servidores estaduais de 3,04%. O encaminhamento do projeto aconteceu mesmo antes de o governo do Estado receber devolutiva de sindicalistas sobre aprovação ou do índice, que foi apresentado na segunda-feira (26) ao Fórum dos Servidores.
De acordo com o tucano, o pedido foi feito prematuramente com o objetivo de dar mais celeridade ao projeto.
Na sessão desta terça-feira (27), na Assembleia Legislativa, Rinaldo disse que o pedido veio do governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB). A intenção, segundo o líder do Executivo na Casa, é de que o projeto seja aprovado o quanto antes.
A proposta é que no dia 1º de abril o reajuste já esteja valendo e a reposição seguiria índice da inflação IPCA. Rinaldo disse acreditar que haverá “rodadas” de conversas com os servidores. “Eles sempre buscam mais benefícios para as categorias”, disse o deputado.
Durante reunião que ocorreu ontem (26) com os servidores, o governo do Estado ofereceu 3,04% de reajuste aos servidores. O encontro contou com a presença de aproximadamente 50 representantes de sindicatos que formam o Fórum dos Servidores.
Além do índice, também foi apresentada a proposta de se manter por mais 12 meses o abono de R$ 200 e ainda ser feito a revisão no plano de cargos e carreiras. O percentual foi calculado com base no Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) e seria aplicado no salário de maio deste ano.
Por ser ano eleitoral, a negociação salarial precisará ser definida até abril, para que seja respeitado exigências legais.
Presidente do Fórum, Thiago Mônaco, reclamou que a oferta está muito abaixo do que era pedido. "Estamos três anos sem reajuste. Isso que foi oferecido não cobre a defasagem sofrida no período, que foi de 23%", alegou.
Sindicalistas presentes também alegaram que o Estado definiu índice e não manteve diálogo com as categorias. Como a proposta já foi apresentada, os sindicatos devem submeter a oferta em assembleias. Depois disso, a negociação volta a andar.