Com mais de meio milhão de veículos, Campo Grande registra todos os dias dezenas de acidentes de trânsito. Mas a fiscalização é mínima, seja por parte do 17º Batalhão de Trânsito (BPTran), seja pelos equipamentos eletrônicos instalados nas ruas, que estão desligados desde dezembro de 2016.
Ocorre que, para “cuidar” dos 568.417 automóveis da Capital todos os dias, apenas nove policiais militares do BPTran circulam pela cidade em três viaturas (onde transitam dois militares em cada uma) e em três motos (com um ocupante cada) disponíveis para as rondas de trânsito e atendimentos nos locais de acidente. A situação se agrava com a falta dos radares há 15 meses, mostrando total abandono e falta de segurança nas vias.
Sem material humano e equipamentos de fiscalização, os motoristas abusam da velocidade e infringem a legislação livremente. Apesar disso, o comandante do BPTran, tenente-coronel Claudemir de Melo Domingos Braz, afirma que o quadro é suficiente para garantir a segurança nas ruas. “Senão, Campo Grande não seria a terceira capital mais segura do País. As pessoas têm que se sentir seguras e essa sensação existe com muita força”.
Oficialmente, o batalhão não repassou os números oficiais do efetivo, das viaturas e dos equipamentos disponíveis para fiscalizar o trânsito, mas a reportagem teve acesso aos dados por meio de servidores que trabalham no local. “Não podemos fornecer números, se não o marginal sabe que somos fortes e se equipa para atacar. Há informações que não dá para passar por questões de segurança pública”, justificou Claudemir.
* Leia a reportagem, de Gabriela Couto, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.