O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) negou que tenha demorado para socorrer paciente que morreu após mal súbito e afirma que vítima negou o primeiro atendimento. Valdecir Rodrigues, 58 anos, morreu na noite de ontem, em Campo Grande, e testemunhas disseram que ele esperou mais de quatro horas pela chegada do socorro.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande, todos os protocolos de atendimento foram registrados no sistema de monitoramento de chamados e no histórico das ligações, onde constam dois registros para a ocorrência.
Segundo a prefeitura, na primeira ligação realizada, foi informado pelo solicitante que o paciente estava lúcido e consciente e médico regulador orientou que ele deveria ser encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e para isso enviaria uma viatura. No entanto, solicitante informou que Rodrigues negou o encaminhamento.
Horas depois, nova ligação foi feita, informando sobre a piora do estado de saúde da vítima, sendo encaminhada viatura para atendimento imediato. Durante deslocamento, foi informado à Central Samu que vítima não resistiu e morreu, tendo o médico orientado o solicitante a realizar reanimação cardiopulmonar (RCP).
Ainda conforme a prefeitura, quando chegaram ao local, médicos e socorristas verifaram que as orientações de RCP não foram realizadas por nenhuma das testemunhas que estavam no local. A equipe tentou a reanimação, sem sucesso, e constatou a morte do paciente
Prefeitura reiterou que foi oferecido total atendimento ao paciente, mas que ele, "dentro do seu direito, negou atendimento na primeira ligação".
O CASO
Valdecir Rodrigues morreu no início da noite de ontem, na avenida Guaicurus, em Campo Grande. De acordo com a Polícia Civil, vítima costumava transitar pela região sozinha, para beber, e teria começado a se sentir mal durante a tarde e testemunhas acionaram o socorro.
Consta no boletim de ocorrência que uma das testemunhas teria ligado para o Samu e atendente teria dito que o deslocamento não seria possível, já que não havia familiares da vítima no local. Testemunha disse ainda que fez outra ligação, reiterando a situação grave de Rodrigues, mas o socorro não apareceu.
Quando ambulância chegou, por volta das 18h, vítima já estava morta. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga como morte a esclarecer.