Ao menos 40 indígenas ocuparam o prédio da Coordenação Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Campo Grande, na manhã desta segunda-feira, para pedir o afastamento do atual coordenador do órgão e ex-assessor do deputado federal Carlos Marun (MDB), Paulo Rios Júnior. Os funcionários estão do lado de fora, mas a entrada deles não está sendo vetada. Os manifestantes prometem acampar no local.
As lideranças indígenas que ocupam o prédio são das etnias Terena e Guarani da regiões de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. Eles denunciam casos de “ingerência, incitação de grupos nas comunidades, reconhecimento de aldeias que não existem e distribuição de certificados a caciques, o que não é atribuição do órgão”, quando se referem ao trabalho do coordenador regional da Funai.
Otoniel Gabriel, um dos portas-vozes das 12 aldeias e 6 mil famílias que moram na região, disse que o coordenador "é uma pessoa sem conhecimento da nossa causa, de difícil diálogo. Nosso objetivo é fazer com que nos escutem".
O superintendente chegou ao local por volta de 8h, e segundo os indígenas, conversou rapidamente com eles. Uma informação de que Paulo Rios Júnior teria sido agredido no local foi negada pelos indígenas. Segundo os relatos, ele tropeçou ao deixar o prédio.
Em relação a entrada de funcionários, Otoniel respondeu que, o local está desobstruído. “Sabemos da importância do órgão e nunca impediríamos eles de trabalhar".
Uma viatura da Polícia Militar acompanha o protesto e a Polícia Federal também foi chamada.