O prédio da Cordenação Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Campo Grande, voltou ao expediente normal hoje pela manhã após a saída de 40 lideranças indígenas. O objetivo da ocupação era para pedir o afastamento do atual coordenador do órgão e ex-assessor do deputado federal Carlos Marun (MDB), Paulo Rios Júnior. O grupo deixou o prédio às 21h de ontem.
Segundo o Coordenador Substituto da Funai Rodrigo Gomes, nada foi danificado, só havia bastante sujeira pelo chão. Ainda de acordo com ele, os funcionários voltaram a trabalhar normalmente ás 7h30. "Para a gente não é novidade, desde 2016 já acontece ocupações dessa forma e sempre é um grupo isolado", afirmou.
Para o Procurador da República do Ministério Público Federal (MPF), Emerson Kalif Siqueira, o MPF não pode tomar partido. “O posicionamento do MPF é apenas escutar os dois lados e, no máximo, se colocar se houver oportunidade, como um mediador, mas o assunto diz respeito somente as comunidades indígenas do ponto de vista interno, e são elas que tem autonomia para discutir esses problemas e chegar a uma solução”, disse.
Duas equipes da Polícia Federal estiveram no prédio para realizar a desocupação, mas como os indígenas não estavam mais no local, eles apenas conversaram com funcionários e verificaram se haviam câmeras de segurança. De acordo com o delegado Marcelo Botelho, a PF irá abrir um inquérito para investigar as supostas agressões ao Coordenador Paulo Rios Júnior.