Na próxima segunda-feira (9), o prédio do Centro Comercial Terminal do Oeste, a Antiga Rodoviária, será interditado pelo Corpo de Bombeiros, por não concluir um projeto de segurança e prevenção de incêndios, firmado em 2015.
Na época, o local ficou fechado por semanas, até conseguir realizar as alterações solicitadas e que segundo, a síndica administrativa, Rosane Nely Lima, são o motivo da segunda intervenção.
"Em 2015 nos reunimos e fizemos a adequação dos equipamentos solicitados no projeto de segurança. Porém, foram roubados pelos usuários que frequentam o entorno do prédio e não tivemos dinheiro para repor, já que se tratam de itens de alto custo", explica.
Rosane também possui comércio no local e desabafa: "Eu acho que fizeram denúncia no ministério público, mas, como vou colocar um extintor no prazo de validade se é roubado do dia para noite?", questiona.
NOTA RETORNO
A assessoria de comunicação da Prefeitura de Campo Grande informou por meio de nota oficial que possui 9% da estrutura física do prédio e, no ano de 2016 foram adquiridos com recursos da Secretaria Municipal de Segurança, os equipamentos para o atendimento das exigências do projeto dos Bombeiros. Na ocasião, a administração pública investiu R$ 80 mil na parte que lhe corresponde.
Em contato com a assessoria do Ministério Público (MP/MS), foi informado pela instituição que não houve nenhuma denúncia sobre a situação do prédio, entretanto, existe um Procedimento Administrativo relativo ao projeto acordado em 2016 que acompanha a atuação do Corpo de Bombeiros, no cumprimento das irregularidades detectadas no interior do prédio.
Dentre as medidas que devem estar no projeto de controle de incêndio e pânico, estão a instalação de extintores e sinalização de segurança, conforme prevê a lei 4.335, de 10 de abril de 2013, que institui o Código de Segurança contra Incêndio, Pânico e outros Riscos, em Mato Grosso do Sul.
Enquanto a situação não se resolve, os comerciantes tem até domingo (8) para retirar os pertences das salas e aguardar que as pendências sejam resolvidas. Rosane lamenta a situação e lembra que existem 58 lojas em atividade atualmente, além dos proprietários de carros de lanche (dogueiros) e mesmo a Guarda Civil Municipal não poderá exercer as atividades no local.
"Ficaremos desprotegidos e sem conseguir ganhar nosso sustento, por isso, esperamos apoio e ajuda do poder público", finaliza.