Mesmo com a abertura do pegão presencial para contratação de empresa especializada em radares de trânsito, a Prefeitura de Campo Grande não consegue afirmar quando os equipamentos de fato serão implantados na Capital. Desde dezembro de 2016, quando venceu o contrato com a Perkons S/A, a cidade está sem fiscalização eletrônica e a situação continua sem previsão de mudança.
“Só Deus pode responder quando de fato os equipamentos serão implantados. As empresas que participam da licitação podem impugnar ou entrar na Justiça contra”, explica o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine de Lima Bruno.
Os interessados em participar do pregão devem comparecer ao setor de compras, no Paço Municipal no dia 25 de abril, às 8h. A empresa que apresentar o menor preço ganhará o certame. “Só depois de assinado o contrato podemos dizer que leva mais ou menos 30 dias para implantação dos aparelhos”.
Com a dinâmica do trânsito diferente de 2010, quando a Perkons assumiu a adminstração dos radares, Janine afirma que os pontos de colocação dos aparelhos devem ser alterados. “Os estudos técnicos que estamos fazendo vão indicar onde serão colocados”.
A Capital possui hoje 568.417 veículos circulando em suas vias e mesmo sem ter equipamentos eletrônicos há 16 meses tem mantido os números positivos no trânsito devido a falsa sensação de fiscalização, já que os aparelhos não foram completamente retirados dos seus pontos. “As pessoas se educaram e continuam respeitando os radares. Graças a isso o número de acidentes não cresceu. Se tirar o equipamento dali as pessoa perde o medo e começam a agir fora da lei”.