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Policiais argentinos acusam ratos de comer meia tonelada de maconha

Policiais argentinos acusam ratos de comer meia tonelada de maconha

Redação

11/04/2018 - 20h00
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Em uma delegacia de Buenos Aires, capital da Argentina, desapareceram 540 quilos de maconha que estavam apreendidos. A polícia então acusou os ratos da delegacia de “comerem” a droga. As informações são do jornal argentino El Patagónico.

A desculpa não colou e os policiais estão sendo investigados pelo desaparecimento de toda essa droga.

O sumiço da maconha só foi percebido porque quando a delegacia troca de comandante é necessário assinar uma espécie de inventário com todos os produtos de apreensões judiciais que estão guardados naquela delegacia.

Três comissários — o equivalente a delegado na Argentina — estão sendo acusados nesse caso. Emílio Portero dispensou o colega Javier Specia de assinar o “recibo” e o próprio Specia já havia dispensado o comissário Gabriel Schefer de registrar o documento.

Mas Portero percebeu que parte da droga apreendida na delegacia havia sido extraviada e notificou a Divisão de Assuntos Internos da Polícia — que seria como a Corregedoria da Polícia no Brasil — que iniciou as investigações sobre o caso.

O certificado de transferência que Specia tinha assinado marcava que havia 6 mil quilos de maconha guardados na delegacia, mas na realidade só estavam ali 5.460 quilos. Cerca de 540 quilos do entorpecente simplesmente sumiram no ar.

Ou melhor, "tinha sido comido por ratos"! Esse foi o álibi dos comissários.

A investigação promovida pelo Ministério da Segurança argentino, no entanto, derrubou essa hipótese.

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