Com apenas uma equipe para fiscalizar, avaliar e podar árvores antigas e que apresentam risco de queda em Campo Grande, as espécies continuam envelhecendo e morrendo sem os devidos cuidados. Secas e com as raízes frágeis, muitas podem cair a qualquer momento, prejudicando pessoas e bens.
É o caso da sibipiruna, terceira espécie mais comum na Capital, que é bastante sensível e precisa de cuidados específicos para não adoecer. Para o biólogo e diretor da organização não governamental Ecologia e Ação (Ecoa), Alcides Faria, não há outra solução a não ser substituí-las.
“Nós temos uma situação em Campo Grande que beira o dramático. As árvores estão secas, pouco enraizadas e não passam por podas regulares. Além disso, são muito antigas, principalmente as sibipirunas. Eu temo que com as chuvas e ventos, eventos comuns na Capital, ocorram danos às pessoas, como também aos bens, como já aconteceu”, alerta Faria.
Conforme a prefeitura, há, pelo menos, 153 mil árvores de médio e grande porte espalhadas pelas ruas da Capital. Cerca de 18,35% são oitis, 18,18%, fícus, e 9,19% são da espécie sibipiruna, que podem crescer até 18 metros, em média, porém, demandam muito cuidado com pragas naturais.
* Leia a reportagem, de Luana Rodrigues, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.