Cidades

BONITO

Estudo feito em projeto de abastecimento é constitucional, afirma governador

Solo da região têm particularidades que dificultam perfuração de poços

Aline Oliveira

25/04/2018 - 16h57

O governador Reinaldo Azambuja explicou que as perfurações de poços realizadas pela Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), no município de Bonito fazem parte de um estudo que busca alternativas para aumentar  o abastecimento de água, em uma região que possui lençóis de água muito profundos, além de um subsolo rochoso e poroso o que dificulta a captação subterrânea. 

"O Ministério Público cumpriu seu papel que é fazer a recomendação, porém, o trabalho será feito com critérios técnicos e que não criarão nenhum transtorno ambiental. A Sanesul possui expertise neste tipo de projeto e todas as regras ambientais serão cumpridas", respondeu o governador, ao ser questionado sobre a avaliação do Ministério Público Estadual (MPE) que é contrária a utilização do rio Formoso como fonte de abastecimento de água da população. 

VETO AO ESTUDO

No Diário Oficial de terça-feira (24), o MPE publicou uma recomendação na qual solicitou a Sanesul que não concretize o estudo de novos pontos de captação de água em Bonito, por oferecer risco de afetar um dos principais atrativos turísticos da cidade, que é o Rio Formoso. 

O documento destaca ainda, uma lei complementar que veda a captação de águas dos rios cênicos de Bonito, como o da Prata, Anhumas, Formosinho e o próprio Formoso, e que a atividade seria feita sem qualquer tipo de estudo aprofundado, que poderia causar danos econômicos à cidade. 

Complementando a justificativa, o MPE solicitou que a prefeitura de Bonito e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização, adotem providências necessárias, caso a Sanesul descumpra as recomendações.

O chefe do Executivo Estadual acrescenteu que o Supremo Tribunal Federal garantiu a constitucionalidade do código florestal brasileiro, e que se for necessário utilizar a captação do rio, será feita dentro de todas as exigências apontadas na legislação. "Vamos respeitar todas as regras e critérios técnicos, mas, o que não podemos é deixar a população com abastecimento ineficiente de água", conclui. 

 

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