Cidades

Em risco

Corpo de Bombeiros teme queda de prédio vizinho ao que desabou

Técnicos da Defesa Civil avaliaram que ele sua estrutura está condenada

Redação

03/05/2018 - 13h40

Uma avaliação feita por técnicos da Defesa Civil indica que o prédio vizinho ao edifício Wilton Paes de Almeida, que desmoronou no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, está com a estrutura condenada e corre o risco de desabar. A informação foi fita pelo major do Corpo de Bombeiros que comanda as operações de buscas nos escombros.

As máquinas e os bombeiros foram retirados às pressas da área próxima ao edifício, que foi isolada. Na região dos entulhos, porém, os trabalhos com retroescavadeiras seguem normalmente.

Oficialmente, quatro pessoas estão desaparecidas. Parentes de outros moradores foram até o local procurar por informações.

O prédio também foi atingido pelo incêndio iniciado no Wilton Paes de Almeida. A lateral dele apresentou rachaduras e um buraco se abriu após o desmoronamento. Vizinhos disseram ao G1 na quarta que temem um possível desmoronamento.

ESTRATÉGIA

Informação da condenação do outro prédio vem horas depois de o Corpo de Bombeiros mudar a estratégia de buscas e começar a trabalhar com máquinas pesadas no local do desabamento.

Duas escavadeiras, um trator e caminhões começaram a ser usados na retirada de entulho. Os bombeiros também continuaram resfriando os destroços, pois focos de incêndio foram encontrados. As buscas manuais foram encerradas.

“Os objetivos continuam, mas a estratégia mudou. Já se passaram mais de 48 horas do início das buscas, protocolarmente é aceito o uso de maquinário pesado”, afirmou o capitão Robson Mitsuo.

O Corpo de Bombeiros trabalhou durante toda a madrugada no local do acidente com a ajuda de 80 homens, que estavam divididos em duas equipes: uma equipe de incêndio para fazer o resfriamento e outra equipe de buscas, que fazia o trabalho manual com ajuda de cães farejadores, que foi parada após o uso das máquinas.

De acordo com protocolo internacional em casos de desmoronamento a chance de encontrar sobreviventes após 24 horas varia de 1% a 3% e 48 horas após o desmoronamento as chances são mínimas de encontrar pessoas vivas no prédio.

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