O plano de investimentos da prefeitura para este ano ainda carece de pelo menos R$ 150 milhões em arrecadações do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que não foram pagos no ano passado. Apesar de registro de queda queda no número de inadimplentes nos últimos dois anos, a dívida pode ser ainda maior se considerarmos os carnês deste ano que ainda não foram pagos. Os dados recentes, no entanto, não foram informados.
De acordo com o secretário municipal de Planejamento e Finanças, Pedro Pedrossian Neto, o objetivo é que o número de devedores reduza em 9% em relação ao ano passado. “A meta é ficar com apenas 20% de inadimplência”. Números apresentados na manhã de ontem em audiência pública referente a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), na Câmara Municipal de Vereadores, mostram que até o final de 2016, o porcentual de inadimplentes no IPTU era de 36%. No final de 2017, o número caiu para 29%.
A queda ocorreu devido a uma série de ações, sendo a renegociação de dívidas a mais rentável delas, já que permitiu o pagamento de tributos em atraso com juros reduzidos. Conforme o secretário, a medida deu fôlego de R$ 50 milhões ao caixa da prefeitura, garantindo a folha de pagamento dos meses de setembro, outubro e novembro do ano passado.
* Leia a reportagem, de Tainá Jara, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.