Cidades

153 mil plantadas

Prefeitura promete melhorar avaliação de árvores com risco de queda

Em Campo Grande, há 42 plantas que são monitoradas em duas avenidas

Redação

03/05/2018 - 16h07

A Prefeitura de Campo Grande divulgou que vai melhorar o sistema de avaliação de árvores que possam apresentar risco para moradores. Conforme dados divulgados em janeiro deste ano, só nas Avenidas Afonso Pena e Mato Grosso existem 42 plantas que apresentam algum tipo de problema e são monitoradas.

A melhoria estaria ligada ao fato de que técnicos ligados à gerência de Arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) utilizarão equipamentos específicos para fazer a análise fitossanitária. O procedimento em cada árvore deve durar cerca de uma hora, o que pode ainda ajudar a ampliar o serviço na cidade.

O tomógrafo e resistógrafo que serão utilizados nessas inspeções foram adquiridos por meio de fundos obtidos com compensação ambiental e os técnicos realizam treinamento nesta semana para em breve passarem a utilizar os equipamentos. Esses aparelhos vão permitir que a inspeção também seja feita não só na parte aparente da planta, mas em toda sua estrutura.

“Esta é mais uma importante ferramenta na preservação das árvores de Campo Grande. Essa era uma disse o secretário municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, José Marcos da Fonseca.

Equipamentos que serão utilizados pela Prefeitura de Campo Grande. Foto: Divulgação

Conforme o governo municipal, o tomógrafo serve para dimensionar o tamanho e a posição de possíveis lesões na árvore. Bem como, tem a função de analisar as raízes e permitir a localização de cupins, por exemplo, ou outros problemas que possam causar sua queda. O resistógrafo consegue medir a resistência da madeira a partir da penetração de uma agulha que realiza movimentos constantes.

"Com um notebook, o software analisa os resultados que são emitidos na hora e com essas informações os agentes fiscais emitirão seus laudos com a recomendação adequada do que deve ser feito com aquela espécie arbórea específica", informou nota oficial. Entre as recomendações podem haver a remoção/substituição, poda, adubação e tratamento.

O treinamento iniciado pelos técnicos foi feita em uma árvore da espécie Tamboril, que está plantada na Rua da Paz, região central de Campo Grande.

QUEDA E TRANSTORNO

Em janeiro deste ano, uma flamboyant de aproximadamente 25 metros caiu na Avenida Afonso Pena, próximo à Avenida Ernesto Geisel. A árvore já tinha passado por tratamento em 2017, mas a medida não foi suficiente, o que demonstrou que o sistema de avaliação poderia apresentar falhas. O problema foi causado depois de um período de chuva com vento.

Entre setembro e outubro de 2017, 43 espécies receberam tratamento como manutenção e poda, entre elas, a que caiu em janeiro. Ainda assim, o manejo não impediu a queda.

Dados da prefeitura mostram que há pelo menos 153 mil árvores de médio e grande porte espalhadas pelas ruas da Capital e, em alguns casos, a remoção das espécies é a única alternativa para evitar quedas e outras situações que coloquem em risco até a vida da população.

O Plano Diretor de Arborização Urbana do município, de 2010, é o que dá diretrizes para os tipos de árvores que podem ser plantadas na cidade e a política de gerenciamento da área verde.

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