Cidades

Secretaria de Governo

Marun diz que prorrogação de inquérito dos portos visa sangrar o governo

Marun diz que prorrogação de inquérito dos portos visa sangrar o governo

Porta-voz informal do Palácio do Planalto, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse nesta segunda-feira (7) desconfiar que a prorrogação do prazo das investigações no inquérito que apura se houve ilegalidade no decreto dos portos tem por objetivo desgastar por mais tempo o governo do presidente Michel Temer.

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a prorrogação do caso que apura irregularidades no decreto assinado em maio de 2017 pelo presidente.

Questionado se o prolongamento do prazo visava fazer o governo sangrar por maistempo, Marun disse entender que sim.

"Espero que não tenha sido este o objetivo, apesar de desconfiar disso. Entendo que qualquer pedido de prorrogação deveria vir acompanhando do artigo onde a tal empresa foi beneficiada", disse Marun, referindo-se à Rodrimar, que teria sido contemplada com o decreto.

Marun está em pé de guerra com Luís Roberto Barroso desde março, quando o ministro do STF determinou a quebra dos sigilos bancários do presidente e também alterou o indulto natalino assinado por Temer no final do ano passado.

O titular da Secretaria de Governo anunciou, inclusive, que retomaria seu assento como deputado federal para apresentar um pedido de impeachment de Barroso. No entanto, recuou e não voltou à Câmara até agora.

"Entendo que isso é mais um capítulo desta perseguição disfarçado em inquérito", afirmou Marun.
Apelo Carlos Marun conversou com os jornalistas após uma reunião com o presidente e com líderes da base aliada na Câmara dos Deputados.

O governo pediu aos parlamentares empenho para votar -para ganhar ou perder- projetos prioritários como o do cadastro positivo e da reoneração da folha de pagamento de alguns setores, além da privatização da Eletrobras e uma medida provisória que trata de incentivos ao setor de informática.

O Congresso, porém, anda a passos lentos desde o início do ano, pois os políticos têm se dedicado quase que exclusivamente às eleições em seus estados.

"Não é questão de estarmos satisfeitos ou não [com o ritmo de votações]. Existe uma realidade e a realidade é que precisamos efetivamente que haja uma aceleração, uma definição sobre alguns aspectos", disse Marun.

O governo sabe que tem apenas pouco mais de um mês para tentar votar qualquer coisa, pois o Congresso ficará esvaziado a partir de meados de junho, quando começam Copa do Mundo, festas juninas e o calendário eleitoral.

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