A Operação Hidra de Lerna, deflagrada na manhã desta quinta-feira apela Polícia Civil de Três Lagoas, culminou na prisão de 16 pessoas envolvidas na execução do borracheiro Alisson de Souza Santos, 23 anos, ocorrida no dia 26 de fevereiro, como forma de vingar suposto estupro cometido por ele contra ex-namorada.
Entre os presos estão integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e familiares da jovem que teria sido violentada. A suspeita é de que os investigados formassem "justiça paralela", por meio da aplicação de castigos, punições e aplicações de sentenças de morte.
Segundo o delegado Rogério Fernando Market, também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, incluindo no Presídio de Segurança Média, mas três investigados não foram encontrados. "Recolhemos celulares e outros objetos de interesse das investigações", disse.
Ao todo participaram 44 policiais civis da regional, com apoio do Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) de Campo Grande, bem como de 40 policiais militares incluindo o Batalhão de Choque e o helicóptero Harpia 01, da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
O delegado explicou que a família da jovem que teria sido estuprada por Alisson contactou a facção e encomendou a morte de Alisson. Os executores então o sequestraram no dia 26 de fevereiro, o levaram para um matagal a cerca de 100 metros da BR-158, onde deram início ao tribunal do crime por meio de videoconferência com chefes do PCC. "Lá eles degolaram o rapaz e deixaram o corpo", disse Rogério.