O destino da Avenida Euler de Azevedo após a readequação da capacidade de tráfego estará incerto. A obra de duplicação de faixa que virou motivo de piada entre os campo-grandenses, ganhou apelidos e causou mortes foi feita em parceria da Prefeitura com o governo do Estado.
Os dois têm pensamentos distintos quanto o futuro do local que é palco de polêmica. “Qualquer obra de engenharia de tráfego muitas vezes causa algum desconforto. Hoje [ontem] estamos finalizando a instalação dos semáforos que vão dar uma condição melhor até porque não está concluída. O prefeito Marquinhos já iniciou a iluminação”, assegurou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) durante agenda ontem.
Segundo ele, o local possui uma engenharia de tráfego muito inteligente. “Muitas vezes se analisar os acidentes que ocorreram não tem nada a ver com a obra. É que as pessoas muitas vezes numa via de fluxo muito rápido, acabam sendo imprudentes”, complementou.
Azambuja acredita que após a inauguração do projeto os problemas vão acabar. “ Não tenho dúvida que com toda a sinalização, com o ordenamento de fluxo que o município está fazendo, nós teremos ali um segurança muito maior tanto a quem trafega na via, como aos pedestres”.
Já o prefeito Marcos Trad (PSD) teve opinião diferente. “Para erros existem acertos que se por ventura mostrar que teve erro tentando acertar devem-se corrigir”, garantiu.
A obra começou em 27 de julho de 2016, com a expectativa de conclusão de um ano. No entanto os prazos foram ampliados e até o momento alguns pontos continuam recebendo intervenções sem data certa de entrega.