Cidades

ELEIÇÕES 2018

Justiça quer governar no lugar de todo mundo, afirma Ciro

Justiça quer governar no lugar de todo mundo, afirma Ciro

Redação

22/05/2018 - 22h00
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Em discurso duro, o presidenciável Ciro Gomes, do PDT, acusou nesta terça-feira (22) o Ministério Público e o Poder Judiciário de ultrapassarem as suas atribuições democráticas e quererem governar o país no lugar de todo mundo.

Durante encontro com prefeitos, na capital federal, ele disse haver uma "invasão absolutamente intolerável" que tem de ser interrompida. Para ele, esse cenário tem ocorrido diante da desmoralização do Congresso Nacional e do Poder Executivo.

"Hoje, [com o] Congresso Nacional desmoralizado, o Poder Federal desmoralizado e a autoridade política desmoralizada, há uma invasão absolutamente intolerável, que tem de ser posta fim a ela, de atribuições democráticas por poderes que não são votados. O Ministério Público quer governar no lugar de todo mundo. O Poder Judiciário quer governar no lugar de todo mundo", criticou.

No discurso, o presidenciável defendeu que é necessário "restaurar a autoridade moral do poder político brasileiro" e avaliou que a situação do país "nunca esteve tão grave como atualmente". Para ele, não será um candidato que defende o extremismo e faça a simplificação dos temas que resolverá o problema.

"O candidato a ditador no Brasil é o [Jair] Bolsonaro (PSL). Eu sou candidato a presidente", afirmou.

Em entrevista, o pedetista disse que não deixará os partidos da base aliada esconderem o apoio ao presidente Michel Temer durante a campanha presidencial. Por uma aliança, o MDB tem aceitado que siglas governistas não coloquem a imagem do presidente em propagandas eleitorais ou materiais de campanha.

"Nós não permitiremos isso [esconder Temer]. Como não permitiremos que o PSDB se faça de inocente em relação a essa tragédia que tem ocorrido no Brasil. Ainda que o MDB tenha candidato, o PSDB é corresponsável por essa agenda antipobre e antinacional", criticou.

O presidenciável também pediu apoio dos prefeitos para extinguir o teto de gastos públicos, disse que irá alterar a reforma trabalhista e defendeu a criação um tributo transitório, nos moldes da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), para resolver a crise fiscal do país.

"A ideia é criarmos um imposto, ainda que transitório e vinculado ao abatimento da dívida, sobre operações financeiras superiores a R$ 3.000 por mês. Seria um percentual de 0,38% e deixaria mais de 80% da população isenta", disse.

Segundo ele, a estimativa é que o imposto arrecadasse um montante de R$ 70 bilhões, que seria partilhado com as unidades da federação.

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