Mais de 400 caminhoneiros continuam em protesto contra a alta no preço do diesel e afirmaram na manhã desta quinta-feira (28), que não concordam com as medidas provisórias prometidas pelo governo e irão continuar com as manifestações até o fim.
Segundo os caminhoneiros que já estão parados pelo oitavo dia consecutivo na BR-163, próximo ao Anel Viário, o governo conseguiu diminuir o preço, mas a carga ainda está alta. Conforme os manifestantes, o governo precisa baixar também os preços de todos os combustíveis para ajudar a população. “A insatisfação não é só dos caminhoneiros mas de todos os brasileiros”, afirmou um dos manifestantes que não foi identificado.
Medidas provisórias
O governo publicou em edição extra do Diário Oficial da União as três medidas provisórias prometidas pelo presidente Michel Temer em pronunciamento feito mais cedo. Logo após o anúncio do Palácio do Planalto, representantes dos caminhoneiros condicionaram a volta às atividades à publicação das medidas.
A primeira delas reserva 30% do frente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para cooperativas de transportes autônomos, sindicatos e associações de autônomos.
Em outra medida, o governo estende para as estradas estaduais a dispensa de pagamento de pedágio do eixo suspenso de caminhões, uma das principais reivindicações da categoria. Atualmente, o benefício já é válido para as rodovias federais desde 2015.
Por último, foi editado um texto que cria a política de preços mínimos para o transporte de cargas. O tema vinha sendo discutido em projeto do Senado, mas o governo decidiu converter seu conteúdo em MP para dar mais celeridade.
As medidas têm validade imediata, mas precisam passar por aprovação da Câmara e do Senado em até 120 dias.
*Com informações da Folhapress