Cidades

GREVE DA BOLEIA

Entidades de caminhoneiros cedem a Temer, mas paralisações persistem

Entidades de caminhoneiros cedem a Temer, mas paralisações persistem

Redação

28/05/2018 - 12h00
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Apesar do consenso em Brasília de que o governo cedeu o suficiente à categoria dos caminhoneiros, os movimentos espontâneos nas estradas persistem nesta segunda-feira (28).

A CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), que já havia concordado em parar desde o acordo feito com o governo Temer na última quinta-feira (24), ainda não se pronunciou.

A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), que rachou com as outras entidades ao não concordar com o acordo na quinta-feira, disse que, com a proposta de Temer, "o assunto está resolvido".

Os protestos continuaram em ao menos oito estados da Federação na manhã desta segunda. Na Regis Bittencourt, em região próxima a Embu das Artes (SP), cerca de 300 caminhões estão parados e a ordem é não sair de lá até o preço do diesel mudar na bomba dos postos.

A CNT, que não apoiou a paralisação, diz que "os caminhoneiros foram muito bem atendidos".

"O bloqueio de caminhões de propriedade das transportadoras é ilegal e pede força policial para que os veículos das empresas voltem a circular normalmente", diz nota da entidade.

O Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos vai levar uma pauta à Casa Civil nesta segunda-feira (28), reivindicando o aumento da pontuação da carteira de 50 para 100 pontos, cancelamento de multas da ANTT e outros pontos.

O presidente da entidade, José Natan Emidio Neto, diz que os movimentos não cessaram porque as lideranças, em Brasília, estão descoladas do que acontece nas estradas.

"Quem tá negociando isso aqui não tem noção do que está acontecendo", afirma. "Acham que as medidas do governo vão resolver o problema, mas eles não têm noção do sofrimento do caminhoneiro."

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