Cidades

Transporte Coletivo

Prefeito desconsidera ideia de baixar tarifa do ônibus após queda do ICMS do diesel

Valores usados no cálculo são mais baixos que atual

Redação

06/06/2018 - 12h16

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), desconsidera a possibilidade de baixar a tarifa do transporte coletivo da Capital após a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no óleo diesel, estabelecida pelo Governo do Estado ontem (5). Conforme ele, a afirmação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) foi dita sem base técnica sobre os dados do contrato com o Consórcio Guaicurus.

“Quando foi feito o cálculo para que a tarifa fosse fixada em R$ 3,70, o diesel estava R$ 3,13. Hoje o diesel subiu muito nesse último tempo e em nenhum momento as empresas falaram em repassar o aumento da tarifa para que houvesse reequilíbrio do contrato. Além disso, o dado básico que a gente se utiliza do valor do óleo diesel é o da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que é bem menor do que o valor cobrado aqui pelo Governo do Estado”, detalhou o prefeito.

O chefe do Executivo municipal cita ainda que a passagem do ônibus na Capital poderia custar R$ 3,90 se fosse levado em conta os valores estaduais. “Ou seja, quando nós estipulamos R$ 3,70, se a gente fosse cobrar pela tarifa do Estado, ela seria R$ 3,90. Então, eu acredito que o que o governador foi sem fundamentação técnica dos dados que o contrato prevê. Se a gente fosse apenas pelo variável do óleo diesel cobrado pelo Governo do Estado, a tarifa de ônibus seria bem mais cara. E a expectativa é que se perdure 60 dias esse valor e depois vai ser aumentado novamente”, completou.

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