Cidades

MEDICINA UEMS

Professores decidem encerrar greve e retomam atividades dia 11 de junho

Decisão foi tomada após reunião deliberativa realizada nesta quarta

Aline Oliveira

06/06/2018 - 18h14

Os professores do curso de Medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), decidiram nesta quarta-feira (6), retomar as atividades após mais de 40 dias de paralisação. A informação foi divulgada após reunião deliberativa com os profissionais que compõem o quadro de docentes. 

Entre as reinvidicações feitas pelos profissionais, a universidade já conseguiu os seguintes retornos: processo seletivo em andamento para contratação de 10 professores, além de oito médicos cedidos do Hospital Regional, Prefeitura de Campo Grande e Secretaria de Estado de Saúde do MS (SES). 

Segundo a coordenação do curso há a expectativa de chegada de outros dois professores médicos cedidos, cujas negociações já se encontram em estágio avançado.

Materiais de uso didático também foram adquiridos e serão entregues ao longo da próxima semana, tais como lâminas, banquetas e balcão para uso em laboratório, permitindo assim o retorno regular das atividades acadêmicas.

AVALIAÇÃO

O presidente da Associação dos Docentes da UEMS (Aduems), Esmael Almeida Machado, acredita que finalmente houve avanço nas negociações, permitindo assim o retorno das aulas que ficaram 45 dias sem acontecer. “Foi um entendimento entre universidade e sindicato e tivemos retorno de algumas demandas. O que não dá para acontecer é a instituição formar um ‘meio médico’, pois, é o quadro que tínhamos diante da falta de profissionais e infraestrutura”, argumenta.

Machado reforça que a parceria das secretarias municipal e estadual de saúde, bem como do hospital regional serão fundamentais para manter o bom andamento do planejamento letivo feito pelos docentes.

“O esforço será redobrado a fim de não prejudicarmos os alunos que ficaram todo este tempo parados. Mas lembro que esta atitude foi necessária, porque não tínhamos condições mínimas de continuar. Agora é caminhar para que isso não volte a acontecer e o governo do Estado honre os compromissos que fez com a sociedade quando se propôs a implantar o curso de medicina, um dos mais disputados do país”, observa o representante sindical.

Outra questão apontada pelo dirigente da Aduems é que a Assembleia Legislativa deve começar a discutir a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), prevista para 2019. O momento segundo o profissional, é oportuno para que os parlamentares tenham uma atenção especial na aprovação dos recursos destinados a UEMS.

“É preciso ficar claro que não se trata apenas do curso de medicina, mas, de todos oferecidos no Estado. Precisamos de planejamento e condições de trabalhar, para que não aconteçam situações extremas como acompanhamos em outros estados, o caso da UERJ, por exemplo”, finaliza.

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