Familiares e amigos de Jean Caio da Costa Oliveira, 17 anos, morto ontem durante roubo em Campo Grande, estavam inconformados com a forma com que o estudante foi assassinado. Vítima estava em um ponto de ônibus, no bairro Campo Nobre, quando foi abordado por um ladrão, se recusou a entregar o celular e foi assassinado com um tiro no peito.
“Tem que ter justiça, o bandido é menor [de idade] e vai ficar solto, ele vai matar outro e vai continuar arrancando pedaços de famílias. Até quando? Não temos segurança nenhuma”, declarou a avó do adolescente, Roseli Leal da Costa, de 50 anos, durante o velório na manhã desta quarta-feira (27).
Descrito como um jovem querido por todos, o rapaz cursava o Ensino Médio, tinha se alistado para o serviço militar e se apresentaria em 2019. O objetivo dele era prestar concurso público.
Jean morava com a mãe e o irmão mais novo, trabalhava como estagiário e ajudava com o orçamento da casa.
Segundo o primo da vítima, Wilker Bogado, 26, churrasqueiro, não fazia muito tempo o estudante já tinha sido assaltado na mesma rua, e também havia reagido “Os bandidos não estavam armados e não levaram nada”. O primo disse ainda que a avó do rapaz já tinha avisado para que ele não reagisse e entregasse o que tivesse.
Amigos do serviço de Jean o descreveram como um jovem tranquilo, responsável e super esforçado, “O mais chocante foi ele ter resistido em entregar o celular, não condiz com o temperamento que ele tinha, o conhecíamos a apenas seis meses mas o consideramos muito’’
Um vizinho da família, Ricardo Malaquias, 41 anos, garçom e mora a três anos no mesmo Conjunto Habitacional Reinaldo Bonelli II, no bairro Ramez Tebet, e relatou que sempre tem assalto no bairro “Não tem segurança, é difícil a polícia passar por lá, só quando acontece algo mesmo. A Guarda Municipal não vem, mês passado uma mulher foi roubada na vila”, disse.
Corpo de Jean foi sepultado às 16h, no Cemitério Santo Amaro.