Vítima de latrocínio ocorrido na tarde de ontem, no Jardim Campo Nobre, em Campo Grande, Jean Caio da Costa de Oliveira, de 17 anos, conhecia o autor, segundo informações repassadas por uma testemunha e que serão apuradas pela Polícia Civil.
A mulher que falou com os policiais que atendiam a ocorrência disse que os envolvidos moravam no residencial Ramez Tebet, e chegou a cogitar suposta rixa entre eles, embora a vítima não tenha dado detalhes sobre o autor.
Apesar disso, de acordo com os investigadores, este possível histórico em nada interfere nas circunstâncias dos fatos que configuram crime de roubo - quando a violência resulta em morte - uma vez que o agressor tentou tomar o celular de Jean em ponto de ônibus na Rua Cláudio Coutinho - o jovem reagiu e foi baleado no peito. Conforme apurado pelo Correio do Estado, a suspeita é de que a vítima tenha reagido justamente por reconhecer o autor, bem como o autor tenha se motivado também pelo fato de saber qual a rotina da vítima.
A testemunha confirmou ainda que o autor tentou puxar o celular e em seguida atirou. A vítima, enquanto recebia os primeiros socorros, também afirmou que foi alvo de roubo e que o agressor seria um adolescente, mas talvez pelas circunstâncias, não foi capaz de indentificá-lo. A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) assumiu as investigações e apura a relação.
OUTRO CASO
Coincidentemente, o militar Rafael Lucas Soares, de 23 anos, morto ao reagir a assalto em ponto de ônibus no Coophatrabalho, último dia 12, conhecia o autor, identificado como João Victor Gomes da Costa, 20, que acabou preso horas depois do crime. Ambos costumavam jogar bola juntos no Bairro José Abrão, onde moraram. O autor chegou à frequentar a casa da tia da vítima.
Militar que foi morto em assalto no último dia (12), Rafael Lucas Soares, de 23 anos, e o assaltante e assassino, identificado como João Victor Gomes da Costa, de 20 anos, eram conhecidos e costumavam jogar bola no Bairro José Abrão, onde moraram.