Cidades

OPERAÇÃO FURA 556

MPF de MS denuncia cinco pessoas detidas em investigações da PF no ano passado

Bando importava e revendia drogas e armas na fronteira

Redação

05/07/2018 - 18h01

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul denunciou cinco pessoas, sendo duas mulheres, por tráfico internacional de drogas e de armas, em decorrência das investigações e prisões da Operação Fura 556, deflagrada pela Polícia Federal em junho de 2018 e que resultou na prisão em flagrante de um dos acusados e chefe da organização criminosa, Luis Carlos Alves Colman. 

Os demais acusados são Camila Cáceres Laranjeira, mulher de Colman, Robson de Araújo Moresco, Elizângela Pereira Silva dos Santos e Felipe Mozer Nogueira.

Segundo o inquérito policial, entre os meses de junho e dezembro de 2017, os denunciados se associaram para adquirir, importar, transportar e fornecer ao menos 38 quilos de maconha, além de importar um fuzil calibre 556 (razão do nome da operação) e munições de uso restrito. Ficou comprovada a atuação da quadrilha nos municípios sul-mato-grossenses de Campo Grande, Dourados, Bonito e Ponta Porã, além do município paranaense de Guaíra. Interceptações telefônicas comprovam que a droga era oriunda do Paraguai e que, a partir de aeroportos situados em Mato Grosso do Sul, era destinada a outros estados, sobretudo Pernambuco.

De acordo com a denúncia, Luiz Carlos preparava a droga para ser transportada, tomava as decisões acerca do transporte de droga, armas e dinheiro, além de orientar os demais membros da organização criminosa e participar pessoalmente da logística em alguns casos. Camila Cáceres e Elizângela Pereira atuavam na intermediação das negociações do grupo, tratando inclusive com “mulas” contratadas.

Robson de Araújo participava da organização como subalterno de Luiz Carlos, intermediando contatos, fazendo pagamentos e dando ordens para os demais envolvidos, incluindo Felipe Mozer. Robson foi preso em 27 de julho de 2017, atuando como batedor do transporte de 17kg de maconha ocultos em fundo falso do carro que acompanhava. Encontra-se preso na Penitenciária Estadual de Dourados.

Já Felipe Mozer residia no estado do Espírito Santo (ES) e atuava fazendo viagens aéreas entre MS e ES, ou contratando “mulas” para fazerem o transporte. Também era responsável por adquirir a droga no Paraguai, na região de Guaíra (PR) e providenciar o suporte necessário para as “mulas” durante as viagens. Recebia R$ 500 para cada “mula” providenciada para a organização.

No ato da prisão em flagrante de Luiz Carlos, a Polícia Federal encontrou em seu quarto uma carabina semiautomática e munições de uso proibido. O fato levou o MPF a denunciar Luiz Carlos e a esposa, Camila, por manter sob guarda arma de fogo e munições sem autorização legal. Foi encontrado ainda um documento de identificação falso, em nome de Luiz Roberto Conceição, fato que levou o MPF a denunciar Luiz Carlos por falsificar e fazer uso de documento público falso. O documento era usado em função do denunciado possuir um mandado de prisão contra si. Luiz Carlos encontra-se detido no presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande.

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