Com apenas duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em funcionamento para atender toda a Campo Grande e após informação da coordenadora do Samu, Maithê Vendas Galhardo, de que o serviço poderia ser paralisado, oito viaturas que aguardavam manutenção foram enviadas hoje para conserto, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Previsão é que as ambulâncias sejam reintegradas à frota nos próximos dias, dependendo da complexidade de cada ajuste.
Conforme a Sesau, não há falta de viaturas para o Samu na Capital, mas há demora na reposição das viaturas desgastadas, com mais de cinco anos de uso, o que encarece a manutenção. Além disso, a Secretaria de Saúde aguarda a concretização do termo de desfazimento de sete viaturas e outras três que está em processo.
O processo de desfazimento é solicitado quando a viatura não tem mais condições de rodar e a manutenção ultrapassa o valor de venda e o processo é aberto para que se possa solicitar ao Ministério da Saúde a reposição da frota.
“A Prefeitura de Campo tem trabalhado arduamente para solucionar o problema, mediante a manutenção das viaturas e viabilizando a reposição da frota, por meio de novas doações do Ministério da Saúde, bem como a destinação de emendas parlamentares por deputados, para compra de viaturas para atender o Samu”, diz a Sesau em nota.
RISCO
Em audiência pública realizada na segunda-feira (9), a coordenadora do Samu, Maithê Vendas Galhardo, informou que nove ambulâncias seriam descartadas nos próximos dias, e com isto, o serviço pode ser paralisado em Campo Grande. “ Precisamos de 12 ambulâncias e só temos duas”, lamentou Maithê.
Segundo ela, ambulâncias básicas do Samu foram acionadas 2,8 mil vezes e avançadas 700 vezes, somente no mês de junho e não há atualmente nenhuma ambulância médica para atender Campo Grande, apenas ambulâncias básicas.
A promotora do Ministério Público Estadual, Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, disse que vai instaurar inquérito para apurar o caso, mas, vai emitir termo de acordo para que sejam alugadas prioritariamente as ambulâncias, já que inquérito demanda tempo de investigação.