Cidades

Oiketicus

Dois meses depois de operação, governo decide afastar sargento da PM

Ele atuava como Agente de Segurança Velada e encontra-se preso

Redação

11/07/2018 - 10h40

O segundo sargento da Polícia Militar, Ricardo Campos Figueiredo, investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual por ligação com contrabandistas de cigarros, foi afastado da função de Agente de Segurança Velada da Casa Militar do Estado de Mato Grosso do Sul.

Segundo portaria assinada pelo chefe da Casa Militar, coronel Nelson Antônio da Silva, e  publicada no Diário Oficial do Estado de ontem, também foi decretado o cancelamento do pagamento de vantagens pecuniárias inerentes à função. Ricardo responde pelos crimes de obstrução da justiça e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

DESTRUIÇÃO DE PROVAS

Por conta da possível ligação com os cigarreiros, Ricardo se tornou alvo de apuração minuciosa do Gaeco. No dia 16 de maio, quando a Operação Oiketicus foi deflagrada, ele foi um dos alvos. Durante buscas na residência dele o promotor que acompanhava o cumprimento dos mandados questionou sobre os aparelhos de celular que estavam no banheiro. Ricardo foi para o local, se trancou e destruiu os celulares.

O militar foi preso em flagrante por obstrução da justiça e posso ilegal de arma de fogo de uso restrito. Os telefones foram encaminhados para perícia técnica e, por meio de laudo, não foi possível repará-los por conta dos danos nas placas e processadores. "Infere-se, portanto, que ao danificar os aparelhos celulares – os quais eram objeto específico da busca e apreensão – o indiciado agiu com o manifesto animusde destruir provas e prejudicar as investigações".

OIKETICUS

No dia 16 de maio, o Gaeco e a Corregedoria da Polícia Militar deflagraram a Operação Oiketicus para desarticular o esquema que beneficiava policiais corruptos que agiam em Mato Grosso do Sul. Ao todo, 20 deles foram presos. Na ocasião, Ricardo foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de uso restrito e obstrução da justiça pois, ao perceber a chegada de agentes do Gaeco, destruiu seus celulares que poderiam conter provas.  No último dia 13 de junho, a Corregedoria da Polícia Militar realizou desdobramento da operação, com ais oito pessoas presas em Campo Grande e interior.
 

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