A prisão preventiva do ex-governador André Puccinelli (MDB), do filho dele André Puccinelli Júnior e do advogado João Paulo Calves, foi determinada a pedido do Ministério Público Federal (MPF), com fundamento na decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio deste ano, porém com base em novas provas.
É o que informa a Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul, em nota, na qual explica que as prisões foram solicitadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, com base na quinta fase da Operação Lama Asfáltica, a qual havia determinado também a prisão preventiva de outros oito réus do mesmo caso. As novas provas foram apresentadas em relatórios elaborados pela PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal.
O relatório mostra, de acordo com a PF, movimentações bancárias da empresa Instituto Ícone do Direito relativas ao dinheiro proveniente da JBS, de análises de materiais apreendidos no Instituto Ícone na Operação Papiros de Lama (V Fase da Operação Lama Asfáltica, deflagrada em 14 de novembro de 2017) e análises de materiais apreendidos.
Os presos passaram por exames no IML e estão na sede da Superintendência da PF na Capital onde aguardamm abertura de vagas nos presídios correspondentes as suas prerrogativas. Puccinelli e o filho devem ser encaminhados ainda hoje para o Centro Triagem, no Complexo Penitenciário localizado no Jardim Noroeste, e o advogado João Paulo Calves, ainda não tem a transferência definida.