Com a intenção de levar a música de concerto ao maior número de pessoas possível, o violonista Caio Fortunato de Haro gravou canções no Museu das Culturas Dom Bosco, em Campo Grande. Músicas dos compositores Antônio Vivaldi, Hermínio Gimenez e Henry Purcell foram as escolhidas pelo artista.
O projeto foi contemplado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FMIC), por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) da Capital.
Dois vídeos foram gravados na sala Xavante, onde o espaço se assemelha a um labirinto. Foi nesse espiral que a Orquestra Preludio, convidada por Caio para essa gravação, se posicionou fazendo também uma reverência aos povos ancestrais brasileiros ali representados. Foi gravando o 2° Movimento do Concerto para Alaúde em Ré Maior “Andante” de Vivaldi – transcrição para violão - com o solista Jorge Cáceres Cunha e “Rondeau” de Henry Purcell.
“São músicas que tem mais de 300 anos e se estão aqui até hoje e ainda são apreciadas por tantas pessoas é porque tem algo de especial e ultrapassaram os limites de tempo e espaço. São obras primas mundiais que queremos que cada vez mais pessoas conheçam, por isso decidimos registrar e divulgar, assim como esse museu que nos toca de maneira tão especial”, destacou Caio.
No espaço do Povo Bororo, cujo destaque é o Caminho das Almas, a gravação foi da obra do compositor Paraguaio Hermínio Gimenez, Che Trompo Arasa. A ligação de Gimenez com a cultura de Mato Grosso do Sul é fortíssima, tanto pela influência paraguaia, quanto por sua presença registrada várias vezes em Campo Grande. Em uma dessas ocasiões, o compositor deixou a próprio punho uma versão de Che Trompo Arasa para o pianista Júlio Figueiredo, que a cedeu a Caio.
Che Trompo Arasa, do guarani, denomina um pião de brinquedo feito da madeira, na letra da música faz alusão ao girar da vida, a infância, as paixões, “um espiral musical” e com a Orquestra ganha uma versão instrumental.
*Com assessoria