Cidades

APOSENTADORIAS

Governo de Mato Grosso do Sul desmontou previdência

Com reforma, governo tornou ainda mais crítica a situação da previdência estadual e tem 45 dias para apresentar solução

O governo do Estado tem prazo de 45 dias para adotar providências relativas às irregularidades na reforma da previdência (Lei n° 5.101/2017). Nota técnica e parecer – obtidos com exclusividade pelo Correio do Estado – da Subsecretaria dos Regimes Próprios de Previdência Social (SRPPS), vinculada ao Ministério da Fazenda,apontam diversas irregularidades. Ano passado, quando a reforma foi aprovada a toque de caixa pela Assembleia Legislativa, houve confronto e uso de força policial para conter manifestação.

No parecer, que tem 13 páginas, Allex Albert Rodrigues, subsecretário-substituto da SRPPS, afirma que “operação [reforma da previdência estadual] resulta em um processo perverso de desmonte e desarticulação da previdência social do servidor público com nenhum benefício para a sociedade ou para o ente”, sustenta.

Sobre a situação, ainda discorre que “ao contrário, experimentará uma significativa deterioração em suas contas com consequências imprevisíveis no curto, médio e longo prazos”. Afirma também que a decisão estadual de modificar a legislação previdenciária foi inconsequente. 

“Em vez de se buscar uma solução efetiva para um problema atual de desajuste orçamentário das contas públicas, transfere-se esse problema para que seja enfrentado, em proporções muito maiores e mais graves, para o futuro”.

As críticas ao atual regime de aposentadorias adotado pelo governo de Mato Grosso do Sul não param, tanto na nota quanto no parecer. Em outro trecho dos documentos, os analistas afirmam: “As propostas de extinção do fundo financeiro, com a transposição de todos os seus participantes e recursos para o plano previdenciário, sem a previsão prévia de plano de amortização do deficit atuarial ou a integralização das reservas matemáticas, sem a apresentação de qualquer estudo que demonstre a viabilidade da proposta em face do princípio do equilíbrio financeiro e atuarial e sem encaminhamento para análise prévia por parte da SRPPS, colocam em risco a higidez do regime previdenciário”.

Isso porque, segundo a Subsecretaria dos Regimes Próprios de Previdência Social, “para que seja alcançado o equilíbrio financeiro e atuarial [cálculos matemáticos aplicados à avaliação de riscos e indenizações da previdência], é necessário a retificação da lei estadual, prevendo a recomposição de todos os valores descapitalizados, devidamente atualizados”.

Já a nota técnica, também com 13 páginas, é assinada por Rodrigues, juntamente do auditor fiscal da Receita Federal do Brasil, David Pinheiro Montenegro e ainda por Narlon Gutierre Nogueira, subsecretário dos Regimes Próprios de Previdência Social. 

Nela, destacam que “o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul não cumpriu o procedimento previsto, já que encaminhou para apreciação da Assembleia Legislativa proposta que resultou na edição da Lei n° 5.101, de 2017, sem antes submeter as alterações ali pretendidas à demonstração de que continuam a assegurar o equilíbrio financeiro e atuarial exigido na Constituição Federal”.

Em outra parte do parecer, o alerta do ministério a respeito da possibilidade de calote do governo do Estado aos aposentados é mais incisivo. “Mantida a forma que foi implementada a operação na legislação estadual, há potencial de desequilíbrio financeiro e atuarial, comprometendo a capacidade de honrar suas obrigações previdenciárias e agravando a crise fiscal”, diz Rodrigues.

GOVERNADOR
Em agenda política na tarde de ontem, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que não existe risco de descapitalização da previdência estadual. A afirmação contradiz os alertas do Ministério da Fazenda.

“O norte que nós construímos [com a reforma] de forma alguma vai descapitalizar e correr risco de ter, para o futuro, problemas de pagamento das aposentadorias e pensões, como tem a maioria dos estados brasileiros”, garantiu. (Colaboraram Lucia Morel e Renata Volpe Haddad)

JUDICIÁRIO

Fábio Possik Salamene toma posse como desembargador do TJMS

Promovido por merecimento, magistrado tem 27 anos de carreira e assume a vaga deixada pela aposentadoria de Lúcio Raimundo da Silveira

05/11/2026 17h18

Fábio Possik Salamene tomou posse administrativa como desembargador do TJMS nesta quinta-feira (5)

Fábio Possik Salamene tomou posse administrativa como desembargador do TJMS nesta quinta-feira (5) Divulgação/TJMS

Continue Lendo...

Saúde Sob Auditoria

Prefeitura tem 15 dias para explicar R$ 71 milhões da saúde em Campo Grande

Auditoria federal aponta inconsistências e possível devolução de recursos; Câmara cobra documentos e plano para corrigir falhas.

05/11/2026 17h06

use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura.

use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).