Tchau para os amigos e, dois segundos depois, uma perna quebrada e 28 dias internado. Foi no dia 1º de julho que Hernandes Souza dos Santos descobriu que, no trânsito, um olhar para o lado aliado à imprudência de outra pessoa pode terminar num acidente grave.
“Eu me despedi deles e, quando vi, o carro estava em cima de mim. Desmaiei e só acordei no hospital. Quebrei a tíbia e a fíbia, agora estou aqui de molho. O que eu sei é que nunca mais vou querer andar de moto”, diz o estudante de 19 anos, que teve a moto atingida por um carro em alta velocidade, ao atravessar a Avenida Eduardo Elias Zahran.
Ele é um exemplo dos 13 casos diários de vítimas de acidentes de trânsito que dão entrada na Santa Casa de Campo Grande, conforme dados do hospital. Outros 13, são encaminhados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e a destinação depende da gravidade do paciente.
De acordo com o Batalhão de Trânsito (Bptran), de janeiro a julho deste ano foram registrados 5.627 acidentes com vítimas leves ou moderadas na Capital. O valor equivale a 26 casos todos os dias e pelo menos, 803 por mês.
* Leia a reportagem, de Luana Rodrigues, na edição deste sábado/domingo do jornal Correio do Estado.