A promotora de Justiça da Saúde, Filomena Fluminhan, em reunião que ocorreu na tarde desta segunda-feira (30), no Ministério Público Estadual (MPE), disse que o ministro-chefe da Secretaria de Governo Carlos Marun (MDB) vai intermediar o aumento do teto do financiamento da saúde feito pelo Governo Federal, em Campo Grande. A promotora não soube informar o valor do teto hoje, mas adiantou que o aumento pedido foi de R$ 5 milhões.
O valor, de acordo com a promotora, já foi aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde e também pela Comissão de Intergestores Bipartite (CIB), só falta agora ser liberado pelo Ministério da Saúde e por esse motivo pediram intervenção do ministro.
Na ocasião a promotora lembrou da promessa do ministro da Saúde Ricardo Barros em disponibilizar R$ 6 milhões para o custeio do Hospital do Trauma. “Nós expusemos ao ministro [Marun] que Campo Grande precisa de duas medidas concomitantes, o aumento do teto, que inclusive já foi aprovado e a liberação, maior celeridade dos recursos para o Hospital do Trauma, porque isso vai repercutir não só para os leitos de ortopedia, mas também todas as outras especialidades”, declarou a promotora.
No fim da reunião, Filomena disse se sentir esperançosa e que o encontro foi bastante proveitoso com a atuação do ministro Marun como apoiador.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
No dia 9 de julho, um dia antes da promotora Filomena instaurar inquérito para investigar a falta de ambulâncias do Samu, foi realizado audiência pública na Assembleia Legislativa para debater a falta de leitos. Na ocasião, a coordenadora do serviço de atendimento, Maithê Galhardo aproveitou a reunião e desabafou sobre a situação em que o Samu se encontrava. “ Precisamos de 12 ambulâncias e só temos duas”, lamentou a coordenadora, anteriormente.
De acordo com Galhardo, naquele dia, se nada fosse feito, a coordenadora ameaçou dizendo que o serviço iria parar. Segundo ela, ambulâncias básicas do Samu foram acionadas 2,8 mil vezes e avançadas 700 vezes, somente no mês de junho. “Hoje (9/07) não temos nenhuma ambulância médica para atender Campo Grande. Tenho equipado uma ambulância básica e peço apoio aos Bombeiros”, declarou.
Diante da reclamação da coordenadora, a promotora abriu inquérito e autoridades foram avisadas do possível caos.
Após a reclamação da coordenadora do serviço de atendimento, as ambulâncias foram encaminhadas para as oficinas e voltaram, aos poucos, para a ativa.