Morte de dois detentos na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande pode ter sido vingança pelo assassinato de outro detento, de 36 anos, ocorrido no sábado (28), na mesma cela onde Mário Lima Barbosa, 38 anos, e Alessandro Vieira Santiago, 32, foram encontrados enforcados hoje.
Delegado responsável pelas investigações, Geraldo Marim, da 3ª Delegacia de Polícia Civil, disse ao Portal Correio do Estado que o preso Juliano da Silva Queiroz foi agredido dentro da cela, no Pavilhão VI, e foi socorrido por agentes penitenciários, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Conforme o delegado, tudo indica que Mário e Alessandro foram os responsáveis pela agressão e morte de Juliano e teriam sido assassinados por vingança. Não há informações se os presos perteciam a alguma facção criminosa.
“Há suspeita que eles foram mortos por vingança, pois teriam feito justiça com as próprias mãos”, disse o delegado, acrescentando que dez detentos estavam na cela e todos serão ouvidos pela Polícia Civil.
Os casos foram registrados como morte a esclarecer e seguem sob investigação. Polícia também aguarda laudos da perícia feita no local.
O CASO
De acordo com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), os corpos foram localizados pelos agentes penitenciários, por volta das 10h30, após o encerramento do banho de sol.
Os detentos estavam enforcados com cordas artesanais presas às grades nos fundos da cela.
Os dois estavam custodiados no presídio de segurança máxima da Capital desde junho do ano passado, por crimes contra o patrimônio entre outras passagens anteriores.
Já Juliano, morto no sábado, cumpria pena por roubo.