O sistema de sinalização semafórico da região central de Campo Grande começa a ser adaptado para ser ligado a sistema de monitoramento por meio de Central de Serviços Operacionais (CCO).
Se sair do papel até outubro de 2020, como está previsto, deverá evitar casos de desligamento ou mau funcionamento dos semáforos da Capital, que entre segunda e terça-feira, como publicado pelo Correio do Estado, causaram acidentes em cruzamentos.
Prevista na licitação que resultou na seleção do Consórcio CAM para a manutenção dos sinaleiros de Campo Grande, a implantação da Central possibilitará a regulação remota (a distância) dos equipamentos, dando maior agilidade na solução de problemas técnicos.
O prazo máximo, conforme edital, para a estruturação da Central é de 18 meses, e o custo é R$ 3 milhões do total de R$ 31,7 milhões em serviços contratados com o Consórcio.
A reportagem do Correio do Estado acompanhou o serviço de funcionários da empresa Meng Engenharia Comércio, uma das que compõem o grupo consorciado. Eles instalavam controladores de tempo em semáforo da Avenida Joaquim Dornelas, no cruzamento com a Afonso Pena, ontem à tarde.
Conforme informado, esta última será uma das primeiras via a receber o projeto Onda Verde, de monitoramento e funcionamento inteligente dos semáforos.
Mas, para ser colocado em prática, o planejamento depende da instalação da CCO. Conforme o edital, a instalação dos equipamentos e softwares internos da central deve ocorrer no prazo de seis meses. As tecnologias utilizadas em campo devem ser implantadas em até um ano, e os ajustes do sistema serão feitos no prazo total de 18 meses.
De acordo com o diretor de Transportes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Luiz Alencar, a central permitirá que alguns problemas sejam solucionados de maneira remota.
No entanto, ele ressalta que o monitoramento computatorizado não elimina a necessidade de equipes nas ruas para fazer a manutenção do parque semafórico da Capital, que atualmente é composto de 474 interseções.
Mesmo assim, o serviço reduzirá consideravelmente o tempo de deslocamento até os locais do problema. “Na verdade, o próprio Plano Diretor da cidade já previa a modernização de todo esse setor, a questão era a falta de recursos”.
Com o CCO, haverá o compartilhamento de informações em tempo real e a troca de serviços entre esses sistemas especializados, como por exemplo no campo da mobilidade, em que o sistema de gestão viária trocará informação com o sistema de transporte coletivo, o qual poderá usar esses dados para melhorar a previsão do tempo de chegada às paradas, além de oferecer um produto mais dinâmico e uma informação de maior qualidade aos usuários.
Rotas com menor congestionamento, previsão de tempos de viagem e prioridade semafórica também poderão ser gerenciadas se os sistemas estiverem interconectados.
O Consórcio CAM foi contratado por R$ 31,7 milhões para prestar serviços de sinalização de trânsito semafórico e apoiar a gestão operacional do sistema viário. A outra empresa de São Paulo que compõe o grupo é a ARC Comércio Construções e Administração de Serviços.