Cidades

POLÍCIA MILITAR

Fapems afirma que candidatos não serão desclassificados de concurso da PM

Caso foi parar na polícia após confusão na contagem de tempo

Após o concurso da Polícia Militar virar caso de polícia, com pelo menos sete pessoas registrando boletim de ocorrência por se sentirem prejudicadas por erro de fiscal na contagem do tempo para encerramento da prova, a Fundação de Apoio a Pesquisa, ao Ensino e a Cultura de MS (Fapems), afirmou que analisou o caso e nenhum candidato será desclassificado por conta do problema. Provas foram aplicadas ontem para mais de 36 mil inscritos, em Campo Grande e Dourados.

Em um dos locais de prova, na Uniderp, em Campo Grande, grupo de candidatos afirmou que houve erro da organização com o tempo da prova e que os candidatos da sala foram prejudicados. “[A Fiscal] Disse que faltava 30 minutos para acabar a prova, mas em seguida, coordenador geral do concurso entrou na sala e disse que já tinha encerrado. Ela errou na contagem do horário”, afirmou um dos candidatos. A confusão ficou generalizada e foi preciso chamar apoio de policiais para conter a desordem.

Foi elaborada uma ata, que foi assinada por todos os participantes que estavam na sala, e foram informados que ela seria encaminhada para a Fapems que analisaria e tomaria a decisão acerca de possíveis desclassificações. 

Em nota, divulgada na tarde de hoje, Fapems afirma que em análise da ata, relativo ao equívoco cometido pelo fiscal de sala quanto a contagem do tempo de prova, ficou demonstrado que não houve prejuízo aos candidatos, “uma vez que o tempo para a realização da prova, que era de 4 horas, lhes foi corretamente assegurado”.

Conforme a nota, a Fapems entende que o procedimento adotado pela coordenadora, de encerrar a prova, foi o mais adequado perante a situação, para evitar prejuízos aos candidatos, não havendo benefício indevido a esses concursandos.

Dessa forma, a comissão organizadora do concurso decidiu que não haverá desclassificação ou exclusão de nenhum candidato que realizou a prova e que o processo permanecerá inalterado, com o regular processamento e correção das folhas de resposta de todos que estavam na sala onde houve o problema.

O caso segue em investigação pela 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande e está sobre investigação.

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