Cidades

ÁREA INVADIDA

Moradores protestam na prefeitura contra demolição de casas

Eles são contra a ação da Ehma, que faz o cadastramento das famílias

Fábio Oruê

13/08/2018 - 18h42

Cinco ônibus foram necessários para transportar os moradores de uma área invadida, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande, até a prefeitura da Capital, no centro da cidade, em protesto contra a demolição de casas. Cerca de 300 pessoas, por volta de 15h, foram até o local para tentar uma agenda com o prefeito Marcos Trad (PSD).

Uma das lideranças da comunidade, Wilson Vasques, disse ao Correio do Estado que o prefeito atendeu o grupo e prometeu colaborar e ajudar de alguma forma porque eles estariam sendo injustiçados. "Ficamos muito gratos em chegarmos aqui e sermos recebidos", disse ele, que também revelou que amanhã será feita uma nova reunião no bairro para definir o próximo passo.

Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura para saber quais compromissos foram firmados entre o prefeito e os moradores, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

CADASTRAMENTO DE FAMÍLIAS

A área invadida é de propriedade da imobiliária Homex e foi ocupada há cerca de 1 ano e 7 meses. Ela é dividade entre duas lideranças, uma é do Wilson, e a outra da Valdirene da Silva. A Agência Municipal de Habitação (Ehma), realizou uma ação, que começou de manhã e foi até a tarde de hoje (13), onde eles estavam fazendo o cadastramento das famílias que moram no local e demolindo as casas contruídas que não tinham ninguém morando.

Segundo o diretor-presidente do Ehma, Eneas José de Carvalho Netto, o ato não pode ser entendido como uma reintegração de posse porque não é uma decisão judicial.  Ele disse que "é um cruzamento de dados para medidas posteriores". 

À reportagem do Correio do Estado, Valdirene disse que considera a ação bastante justa. “Estou tão feliz, porque amo a justiça e a retidão. Isso está de acordo com as pessoas que moram aqui e não têm para onde ir, dentro da Homex, existem muitos barracos vazios que eles pegam, para vender depois”, finalizou. Ela contou também que viu caminhões com mudança chegando para enganar a fiscalização.

 Ao todo, seis caminhões caçamba estavam no terreno para recolher os entulhos. Oitenta servidores, entre guardas municipais, participaram da ação e realizaram abordagens para verificar quem estava com problemas na Justiça.

APREENSÕES

Em meio aos atos da Ehma, a guarda municipal apreendeu seis motos que estavam com registro de Roubo e Furto e também prendeu duas pessoas com mandado de prisão em aberto. 

* Colaborou Leandro Abreu

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