Usuários do transporte público de Campo Grande não estão muito felizes com a mudança do terminal Peg-fácil que estava instalado em frente a Praça Ary Coelho e mudou para a Rua Rui Barbosa, devido as obras do Reviva Campo Grande. A população que utiliza o transporte todos os dias afirma que estão "desorientados" com a mudança.
A obra que está sendo finalizada, teve a inauguração adiada duas vezes. A estrutura já está pronta, mas falta a instalação das grades e das catracas. A previsão para a inauguração ficou para a próxima quinta-feira (16).
O eletricista Antônio Carlos Colombo, 51 anos, disse que não sabia da mudança dos pontos e acha muito errado. “O ponto da praça tinha que continuar lá, por conta do espaço, da movimentação. A população não atrapalha o comércio, assim vai piorar muito, disse.
Para a estudante Diâmella Ajala, 21 anos, não tem informação para o usuário do transporte coletivo. “Tinha que ser explicado melhor, não tem placas informando, o ponto é bem vindo, porque a atual situação dos demais pontos está bem precária, é perigoso acontecer um acidente, e não vai caber muitas pessoas, tinha que ter uma arquibancada para todos sentarem”, afirmou.
Os comerciantes da região comemoraram a vinda do novo terminal. Clair Maciel, de 40 anos, que tem uma cafeteria próximo ao novo peg-fácil, aposta na grande movimentação de pessoas. “Para nós comerciantes vai melhorar muito, porque vai ter mais gente movimentando e consumindo. A gente só ficou chateado com o material que estava tapando a visibilidade dos comércios atrás do ponto, mas ouviram nossas reivindicações e vão trocar por grandes”, finalizou.
Transporte público
Na atualidade, 200 mil passageiros utilizam o transporte coletivo em Campo Grande, segundo informações do Consórcio Guaicurus, responsável pela concessão dos serviços. O levantamento destaca ainda que entre 2015 e 2017 o número de passageiros reduziu cerca de 14%.
Alternativas
Na programação do Reviva Campo Grande está confirmado que a Avenida Calógeras também receberá parte das linhas que atualmente transitam na Rua 14 de julho, porém, o impacto deve ser menor do que o da Rui Barbosa.
Conforme a diretoria da Agência de Transporte e Trânsito da Agetran, as faixas de ônibus existentes no local devem passar por adequação para receber o novo fluxo, no entanto, não informou o prazo para que as mudanças aconteçam.