Já imaginou você ou algum parente próximo, com o pé fraturado e tendo que esperar cerca de uma hora em pé por um raio X ou para imobilizar o membro quebrado? Essa é a atual realidade do Centro de Ortopedia Municipal (Cenort), localizado no Centro de Especialidades Médicas (CEM) de Campo Grande. Na manhã de hoje (20), a reportagem do Correio do Estado constatou mais de 50 pessoas aguardando atendimento por apenas duas funcionárias.
“Tenho que ficar pulando de um lugar pra outro, não me deram nenhuma cadeira de rodas, tive que pedir. Só consegui porque deixei meu documento com eles. E tem mais gente aqui assim, isso aqui é uma irresponsabilidade”, reclamou Marlene Vicente, de 50 anos.
Além de Marlene, cerca de mais 50 pessoas aguardavam atendimento no fim dessa manhã no Centro. Com apenas duas atendentes, os pacientes esperam até uma hora para passar pelo raio X ou para engessar os pés, pernas ou braços fraturados.
“Sou cozinheira e estou afastada pelo INSS com problemas na coluna. Tenho fortes dores e estou em pé na fila para marcar raio X”, disse Maria Elizabeth, de 51 anos, que estava na fila há mais de 40 minutos.
Outro caso é de Flavio Martins flores, de 52 anos, que também está afastado pelo INSS desde 2015 por problema na coluna. Ele usa muletas para poder andar e estava na fila há mais de uma hora. “Aqui sempre demora, estou com laudo desde 2017, vou tentar marcar raio X agora”.
Ainda conforme relatado pela reportagem, a sala de gesso do local está sempre lotada, outro motivo para a demora no atendimento dos pacientes.
O Cenort tem dois tipos de atendimento, o emergencial para pacientes encaminhados por médicos plantonistas das unidades unidades de saúde. O horário de atendimento nesse serviço é das 6h à meia-noite em todos os dias da semana. Já para consultas ambulatoriais a forma de agendamento é pelo Sistema de Regulação Ambulatorial, sendo a primeira consulta solicitada pelas unidades de saúde e respeitando protocolo de acesso para especialidade vigente. A consulta de retorno é solicitada diretamente no Centro.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) foi procurada pela reportagem para esclarecer a falta de cadeiras e a demora para o atendimento na unidade, mas até o fechamento não houve retorno.