Cidades

MORADIAS

Deputados orientam moradores de área invadida da Homex a permaneceram

Uma reunião entre os parlamentares e secretário da Prefeitura foi agendada

Redação

21/08/2018 - 12h08
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Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul orientaram os moradores que invadiram a área construída da Homex a permanecerem no local. "Esse dinheiro que essa empresa vai receber deve ser usado para resolver esse problema" declarou Rinaldo Modesto (PSDB), nesta terça-feira (21), em meio ao protesto das pessoas que vivem no terreno e foram até a Governadoria e Assembleia Legislativa. 

"Mais de 1500 famílias estão com medo porque não temos para onde ir", declarou o pintor Jeferson Rodrigues Cintra de Oliveira, de 31 anos, que estava no protesto. 

A dona de casa  e uma das líderes do protesto, Valdirene Vieira da Silva, de 49 anos, disse que o Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Eduardo Riedel garantiu marcar reunião com o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), o prefeito Marcos Trad (PSD) e responsável pela Agência Municipal de Habitação (Emha),  Eneas José de Carvalho. 

Manifestantes  pontuaram que, a área da Homex foi cedida pela Prefeitura de Campo Grande. É por esse motivo que eles esperam serem amparados pelo Executivo. “Não temos para onde ir. Eles precisam dar um jeito”, acrescentou Rodrigues, sugerindo que a prefeitura faça uma permuta em relação a área. Isto porque, a Homex pede R$ 33 milhões e prefeitura alega que só tem R$ 7 milhões. 

No dia 13 de agosto, a Prefeitura de Campo Grande demoliu algumas casas vazias que foram construídas ilegalmente no terreno que integra o complexo de apartamentos populares da incorporadora imobiliária Homex. 

Algumas famílias moravam no local há um ano e oito meses. "A Emha não cometeu irregularidades. Somos monitorados por drone e os barracos derrubados não tinha ninguém dentro" disse Valdirene. Uma ação judicial determina que moradores saiam do local até 31 de agosto. 

"Faz 19 anos que sou cadastrada na Emha e  Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab)  e até agora nada. Direito a moradia é lei", finalizou Valdirene.

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