Cidades

HABITAÇÃO

"Nossa luta é por moradia digna, não pedimos nada de graça", afirma liderança

Famílias aguardam por definição do poder publico há 1 ano e 9 meses

Aline Oliveira

21/08/2018 - 11h00

O grupo de moradores que foi até a governadoria, nesta terça-feira (21), a fim de solicitar apoio do governo do Estado na resolução da área na qual residem pertencente a construtora Homex, no bairro Paulo Coelho Machado, seguiu para a Assembleia Legislativa, assim que terminou a reunião com o chefe da Casa Civil, Eduardo Riedel.

As famílias se reuniram para buscar apoio na regularização da área e construção de casas populares, visto que o problema totaliza um ano e nove meses, sem que o poder público consiga alguma definição. 

"Nós já conversamos com o prefeito Marcos Trad e a equipe da Emha foi semana passada no local cadastrar as famílias que realmente moram na área. Estamos lutando contra o tempo, pois, a qualquer momento podemos ser despejados, em ação de reintegração de posse", reforça a lider comunitária, Valdirene Vieira da Silva. 

Ao chegaram na assembleia, a comissão escolhida para realizar a interlocução, pleiteou a participação na sessão ordinária da Casa de Leis, a qual foi autorizada. No plenário, os parlamentares demonstraram apoio a luta dos moradores. O deputado, Paulo Siufi (MDB), lembrou que acompanha a situação desde que estava na Câmara Municipal e até o momento nada foi feito.

"Eu acompanhei o problema da Homex e não tem outra palavra para o que aconteceu: foi um grande calote que a construtora aplicou no município e essas famílias querem apenas condições para morar dignamente. Defendo que o governo do estado compre a área e construa um conjunto habitacional", argumenta o parlamentar.

ESPERANÇA

Para a dona de casa, Maria Aparecida da Silva, 26 anos, a única forma de ter um local para morar é unindo-se ao grupo e esperar uma definição para a situação. "Tenho três crianças pequenas, de 8, 6 e 3 anos e não tenho ninguém para me ajudar. Preciso trabalhar e ter um local seguro para meus filhos morarem", desabafa.

João Carlos dos Santos, 21 anos, conta que a situação está ainda mais difícil na atualidade, porque além da insegurança de ter que deixar o local a qualquer momento, ficou desempregado recentemente.

"Tenho dois filhos e minha esposa fica em casa para cuidar das crianças. Então como só eu trabalho, fica muito difícil arcar com todas as despesas. Se pudesse pagar uma parcela compatível com meu salário (salário mínimo), aliviaria um pouco", esclarece. 

Na primeira manifestação, o grupo formado por aproximadamente 350 pessoas foi recebido pelo secretário Eduardo Riedel que se comprometeu a confirmar uma agenda com o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), ainda nesta semana. 

 

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